terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Doutrina da Revelação (parte 3)

Revelação Especial  - Introdução

Nós estamos olhando para a Doutrina da Revelação, e no último par de semanas temos discutido sobre a revelação geral – como Deus é revelado na natureza e na consciência, o papel que ela  desempenha e sua relação com o argumento da teologia natural. Hoje queremos nos voltar para a revelação especial.

O sentido de “Especial”
Em acréscimo para sua revelação especial e consciência, Deus também revelou-se para nós de certas maneiras especiais. O que queremos dizer quando falamos de revelação especial? Na revelação geral, Deus é conhecido vagamente em um tipo de contorno geral – existe um Criador do universo que plantou sua lei moral em nossos corações – mas através da revelação geral pouco mais é conhecido sobre ele além disso. Porém, na revelação especial Deus se faz conhecer com uma clareza e plenitude que ultrapassa a revelação geral.

Tipos de Revelação Especial
Quais tipos de revelação especial existem? Preliminarmente, existe uma revelação especial de Deus em seu filho Jesus Cristo. Na pessoa de Cristo o próprio Deus entrou na história humana e assim nos descortinou o que e como Ele é. Em João 1:1, 14 e 18 lemos:
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus...E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade...Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.
Aqui João diz que Jesus Cristo é o Verbo do Deus vivo, o único que estava com Deus desde a eternidade. Ele é, de fato, Deus, e agora tornou-se carne e viveu entre nós. Ao fazê-lo ele revelou para nós o Deus invisível que ninguém tinha visto antes.

sábado, 3 de setembro de 2016

Doutrina da Revelação (parte 2)

Doutrina da Revelação (parte 2)
Texto: William Craig
Tradução: Jackson Leal (Os fragmentos em vermelho indicam os trechos que tive dificuldade ou não consegui apresentar uma tradução adequada)


Começamos na última vez discutindo os dois diferentes conceitos do que a revelação é – um conceito amplo e um conceito limitado ou mais restrito. Em sentido amplo “revelação” significa uma comunicação vinda de Deus. Isto é, algum tipo de palavra ou comunicação que veio de Deus falando algo para nós. Em um sentido estrito “revelação” significa o desvendar de algo escondido, o descobrir de algo desconhecido. É importante manter esses dois sentidos distintos porque enquanto a Bíblia é uma revelação no primeiro sentido, e a descoberta de Deus na natureza é revelação neste primeiro sentido (ou seja, uma comunicação da parte de Deus), nem toda a Bíblia é uma revelação naquele sentido estrito, ou seja, um desvendar de algo desconhecido ou previamente escondido. A profecia poderia ser um exemplo disso; o Livro de Apocalipse no novo testamento seria um exemplo disso. 

Porém, muito da Bíblia, como as cartas de Paulo a Filemon, não é uma descoberta de algo oculto, de uma informação secreta de Deus e, portanto, não é uma revelação naquele sentido estrito, embora o seja em um sentido geral e amplo.

Agora, em acréscimo àquela distinção concernente a definição de “revelação”, eu também faço uma distinção sobre dois tipos de revelação. Isto é diferente da definição. A definição de “revelação” é entre ampla e estrita. Mas, existem dois tipos de revelação: geral e especial. Expliquei que a revelação é geral em dois sentidos. Primeiro, ela provê informação sobre Deus que está geralmente disponível para todas as pessoas na história humana, independentemente do tempo e lugar no qual vivemos, está geralmente disponível. Também é geral em um segundo sentido, a saber, é uma informação geral sobre Deus. Não nos diz que Deus é uma Trindade, não nos diz que Jesus Cristo morreu na cruz por nossos pecados. Ela é geral no sentido que nos diz que existe um Deus Criador do universo que fez o mundo e perante quem somos moralmente responsáveis, porém, não nos diz muito mais em termos específicos. Nós vimos que na natureza e na consciência Deus é revelado deste modo.

Assim, a revelação geral primariamente assumo a forma de uma descoberta de Deus na natureza – isto é, na criação ao redor de nós – e também na consciência, como as leis morais de Deus estão escritas nos corações de todas as pessoas de modo que todos possuem um senso inato de nossa responsabilidade moral perante Deus e de nossas falhas para viver de acordo com as exigências da lei moral.

sábado, 20 de agosto de 2016

Doutrina da Revelação (Parte 1)

Doutrina da Revelação (Parte 1)
Por: William Craig
Tradução: Jackson Leal



No último encontro introduzimos o tema da doutrina cristã, a importância da doutrina cristã, e a importância de estudar a apologética cristã. Agora vamos nos mover para a primeira unidade de nosso curso, que é sobre a doutrina da Revelação.

Introdução
A questão da autoridade.
Iremos introduzir este tema levantando a questão da autoridade. O que queremos dizer com “autoridade”? Bem, autoridade é o direito de exigir crença e obediência. A pessoa que tem autoridade tem o direito de exigir crença e obediência. Assim, por exemplo, na estrutura familiar, os pais têm autoridade com relação aos seus filhos, para exigir que os filhos façam certas coisas e obedeçam seus pais. Mas esta é apenas uma autoridade secundária. Obviamente existem autoridades mais altas acima dos pais. Existem autoridades do Estado e do trabalho, e existem autoridades mais altas que estas. Porém, em última instância temos que chegar a corte de apelo final, a mais alta autoridade além da qual não existe autoridade. Este será o próprio Deus. Deus é a suprema autoridade que tem o direito, como autoridade suprema, para exigir de nós crença e obediência incondicional.
A questão prática torna-se, então, como descobrimos o que Deus pensa e a sua vontade? Se Deus é a última autoridade que direciona nossas vidas, domina nossa vida de certo modo, e requer que nós acrediteos em certas coisas, como conhecer a mente e vontade de Deus sobre algum assunto, para seguir sua autoridade? A resposta a esta pergunta é: Revelação. Revelação é a propagação da vontade e pensamento de Deus sobre algo.

domingo, 14 de agosto de 2016

Corina Popescu: Hasta pronto, no adios



Hoy es una fecha muy triste. Mi corazón está despedazado. Ayer, el 13 de agosto falleció en Madrid una de las personas más increíbles que ya tuve la oportunidad de conocer: Corina Popescu.
Aún me cuesta creer en ello. Hace año y medio estuve con ella su cumpleaños, y nadie podria imaginarse lo que pasaria.

Corina inmigró desde Rumania hacia España en búsqueda de una vida mejor para su familia. El testimonio de su dedicación se puede ver en la vida de sus hijos: Alin y David Popescu. No tuve la oportunidad de conocer Alin, pues cúando estuve en Madrid él vivia en Brasil. Sin embargo, David se volvió como un hermano para mi y es alguien por quien tengo una pronfunda admiración, no sólo por su talento como violinista, sino por el ser humano integro que es. Guardo en la memoria momentos muy preciosos.

El atentado terrorista de 11 de marzo de 2004 le quitó el marido, pero ella hizo de su dolor fuerza para educar sus hijos en la esperanza del retorno de Jesucrito en gloria y majestad. 
En tiempos más recientes encontró felicidad en ayudar a niños pobres de la India, a quienes conoció por intermedio del misionero Malcoml Kalanidhi. 

Hoy junto al sufrimiento y dolor de la familia, sin embargo, con esperanza en la promesa de Cristo cuando dijo: "Yo soy la resurrección y la vida; el que cree en mí, aunque esté muerto, vivirá" (Juan 11:25).
Agradezco a Dios por haber conocido a Corina y le pido que conceda a mi y su familia la salvación que hay en Cristo, para que prontos esteamos todos juntos en los cielos.

Ahora estoy muy lejos en Brasil y por ello no podré estar en su funeral, pero dejo aqui registrado un mensaje que está en el Apocalipse 14:13  "Bienaventurados de aquí en adelante los muertos que mueren en el Señor. Sí, dice el Espíritu, porque descansan de sus trabajos; pero sus obras con ellos continúan". En esta esperanza voy a concluir diciendo hasta pronto, no adios.







terça-feira, 9 de agosto de 2016

Fundamentos da Doutrina Cristã (parte 2)

Fundamentos da Doutrina Cristã (parte 2)
Por William Craig
Na última semana abrimos a classe falando sobre as razões para estudar a doutrina cristã. Eu expliquei que o estudo da doutrina cristã é uma parte e porção da maturidade cristã. Se você quer ser um cristão maduro, um seguidor de Cristo, ser um discípulo de Cristo, então você tem o desejo de aprender e dominar a doutrina cristã, a qual é apenas a verdade sobre Deus, salvação, o mundo, Cristo, e assim por diante.
Agora, em acréscimo ao que estamos fazendo nós vamos falar nesta classe, não somente sobre doutrina cristã, mas também sobre apologética. Assim, eu gostaria de compartilhar três razões pelas quais eu penso que o estudo da apologética é igualmente importante.

Por que estudar a apologética cristã?

Modelar a cultura
1. Modelar a cultura. Apologética é expremanente valiosa, e até mesmo necessária, se o Evangelho é para ser efetivamente ouvido na sociedade ocidental atualmente. Nossa cultura ocidental tem se tornado profundamente pós-cristã. Is é um produto do Iluminismo, que foi um movimento dos séculos XVII e XVIII na Europa que jogou fora a igreja institucional e a monarquia em nome do livre pensamento, quer dizer, a busca da verdade pela descontrolada razão humana apenas, sem restrições da autoridade da igreja ou do Estado. Isto não significa que inevitavelmente o livre pensamento conduz a conclusões ateístas – Antony Flew é um exemplo de alguém que afirmou que a busca do pensamento livre conduziu a evidências onde elas o levassem, e ele tornou-se um crente em Deus. No entanto, o impacto esmagador da mentalidade iluminista na cultura ocidental tem sido que os intelectuais ocidentais em geral não consideram que o conhecimento teológico seja possível. Teologia não é uma fonte genuína de conhecimento e, portanto, teologia não é ciência. “Ciência” vem da palavra latina “scientia”, que significa conhecimento. Teologia não é ciência, ela não é fonte de conhecimento e, portanto, razão e religião estão em disputa entre si. O pressuposto confiante dos secularistas ociedentais é que se você seguir a razão inflexivelmente até o fim, então você chegará a uma visão de mundo puramente naturalista, uma imagem na qual você será um ateu ou na melhor hipótese, um agnóstico.

sábado, 6 de agosto de 2016

Fundamentos da Doutrina Cristã (Parte 1)

Depois de muitos anos sem escrever neste blog, decidi utilizar este espaço para dedicar-me ao estudo da língua inglesa, praticando traduções de textos relevantes.
Decidir começar por um texto do filósofo e apologista cristão, Dr. William Craig.
Coloco no link abaixo o texto original e a tradução que fiz na esperança de que os amigos que já possuem domínio do idioma possam corrigir as minhas falhas e me ajudar a progredir na compreensão da língua de Shakespeare. Para isso destaquei em vermelho as partes em que mais tive dificuldade em compreender o sentido original.





Fundamentos da Doutrina Cristã (Parte 1)

O verso de nossa classe é 1 Pedro 3:13, que diz “Estejam sempre preparados para fazer defesa a quem quer que vos pedir para dar razão da esperança que está em vós, e ainda fazê-lo com gentileza e respeito”. Assim, de acordo com Pedro, todos nós como crentes cristãos, devemos estar preparados para fazer defesa a qualquer descrente que nos perguntar por que nós cremos, e nós devemos compartilhar nossa crença com gentileza e respeito. Este verso dá motivo ao que fazemos na classe Defensores.

Existe três propósitos para a classe Defensores:
1.       Treinar cristãos para entender, articular e defender as verdades básicas do Cristianismo. Estes três verbos não são apenas jargões de advogados. Ao contrário cada um deles indica um elemento importante do que queremos alcançar em nosso treinamento aqui. Nós queremos entender as verdades cristãs básicas. Queremos que você como cristão tenha uma sólida compreensão de quão fundamental é o ensino ou doutrina cristã. Queremos que você seja capaz de articulá-la. Queremos que seja capaz de dizer o que acreditamos de uma maneira apropriada e acurada, de modo que não esteja perdido em palavras quando perguntado no que você acredita. Você aprenderá a articular esta crença clara e acuradamente. Queremos que você a defenda – para dizer não apenas o que acredita, mas porquê acredita. Então, no curso destas lições, embora nosso foco seja a doutrina cristã, ocasionalmente tomaremos um desvio, e veremos como defender estas reinvindicações. Veremos algo da questão envolvida na defesa das verdades que estaremos estudante. Este primeiro propósito é nosso objetivo principal.

2.       Alcançar com o Evangelho aqueles que ainda não conhecem a Cristo, estando sempre prontos para oferecer uma defesa a quem quer que poderia perguntar a razão da nossa esperança. Nós queremos ser um lugar acolhedor e aberto para pesquisados e descrentes, agnósticos que tenham questões sobre a fé cristã e queiram explorá-las. Assim, esta classe te dá as boas-vindas se você se encontra nestas categorias. Você encontrará um lar aqui, e poderá expressar suas dúvidas, seus questionamentos, e suas objeções livre e abertamente em uma atmosfera de aceitação.

3.       Ser uma comunidade incendiária de mútuo encorajamento e cuidado. Em uma igreja tão grande como Johnson Ferry, é importante ter um grupo local, uma espécie de igreja dentro da igreja, de pessoas que conhecem seu primeiro nome que cuidam de você, e estão prontos para orar e ajuda-lo se você estiver atravessando tempos difíceis. Nós queremos construir aqui uma comunidade de encorajamento mútuo que seja incendiária. Que seja como um fogo queimando brilhantemente. Se você tomar os gravetos de uma fogueira e coloca-los afastados dos outros, eles logo esfriarão e apagarão. Mas se você juntá-los e mantê-los unidos, então eles continuarão mutualmente queimando e aquecidos. Nós queremos ter esse tipo de comunidade nesta classe.

O que é a Doutrina Cristã?
A primeira questão que precisamos fazer é “o que é a doutrina cristã?”. Eu suponho que muitos de vocês nem mesmo sabem o que é doutrina, e por isso mesmo a estaremos estudando. Então, o que é a doutrina cristã? Bem, o grande historiador da igreja Jaroslav Pelikan define a doutrina cristã deste modo: “A doutrina cristã é aquilo que a igreja acredita e ensina”. Eu penso que está é uma boa definição de modo geral. Assim, aqui nos interessaremos quais são as verdades básicas reivindicadas pelo cristianismo.

Por quê estudar doutrina?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Revista inTolerância é lançada

 
Agência FAPESP – O Laboratório de Estudos sobre Intolerância (LEI), da Universidade de São Paulo (USP), lançou o primeiro número da revista inTolerância. Abrigada no Portal Rumo à Tolerância, www.rumoatolerancia.fflch.usp.br/node/2683, a revista será semestral e trará um dossiê temático a cada edição.

Segundo os editores, a revista abre espaço para artigos, resenhas, entrevistas e documentos históricos com a perspectiva de enriquecer o debate sobre a tolerância e intolerância na área das humanidades, nas artes e na cultura.



Periódico on-line do Laboratório de Estudos sobre Intolerância da USP, traz dossiê sobre tolerância e direitos humanos, artigos e resenhas

Na primeira edição, a revista traz o dossiê Tolerância e Direitos Humanos: Diversidade e Paz com textos que versam sobre Iluminismo, democracia, globalização, entre outros assuntos.

Além de resenhas e uma entrevista, o veículo traz uma análise do documento Convention on the Prevention and Punishment of the Crime of Genocide, assinado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948. O texto é comentado por Samuel Feldberg, professor de Relações Internacionais das Faculdades Integradas Rio Branco.

Entre os membros do conselho consultivo da revista estão Celso Lafer, presidente da FAPESP, Dalmo de Abreu Dallari, professor emérito da Faculdade de Direito da USP, e Sérgio Paulo Rouanet, filósofo e membro da Academia Brasileira de Letras.

A USP anunciou, em setembro, o projeto do Museu da Tolerância, que será construído na Cidade Universitária na capital paulista. O museu estará vinculado ao Laboratório de Estudos sobre Intolerância e seguirá um conceito diferente dos museus tradicionais.

Será o primeiro do gênero na América Latina voltado também para a educação lato sensu. A previsão é que no prazo de um ano as obras sejam iniciadas.

Mais informações sobre a revista: www.rumoatolerancia.fflch.usp.br/node/2683
 

Sorteio do livro "A SUPREMACIA DE CRISTO"


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Por ocasião das celebrações do nascimento do Salvador da humanidade, ofereceremos aos nossos leitores o livro "A Supremacia de Cristo"     do Dr. Ajith Fernando, missionário no Sri Lanka, a ser sorteado em 31/01/2011. O livro é produto das reflexões e da experiência missionária e apologética do Dr. Ajith Fernando em suas interações com pessoas dos mais diferentes credos.

Sinopse
Neste livro, estamos lidando com a qualidade inigualável da religião cristã, com convicção de que é a resposta que o Cristo de toda a vida proveu para a criação caída. O cristianismo, portanto, abrange a totalidade da vida. O autor trata de uma ampla variedade de temas e se movimenta em muitas esferas que, usualmente, são tratadas separadamente em livros diferentes. Aqui, você achará exegese bíblica, crítica neotesta-mentária, teologia, apologética, biografia, inspiração e desafio.

Sobre o Autor
Ajith Fernando tem sido o diretor nacional de Juventude para Cristo em Sri Lanka desde 1976. Ele e sua esposa ajudaram a fundar, e agora dirigem uma congregação que consiste principalmente em convertidos do budismo. Fernando também ministra em conferências e universidades em todas as partes do mundo, e tem sido professor visitante em vários seminários de destaque nos EEUU, inclusive a Escola Evangélica de Divindade “Trinity.” Escreveu seis livros, inclusive Crucial Questions about Hell, publicado por Crossway .
O vídeo abaixo nos apresenta, de maneira simples, a Supremacia de Cristo:

O sorteio ocorrerá no dia 31/01/2011
Para participar do sorteio, inscreva-se
aqui
O resultado do sorteio anterior (livro “Apologética para questões díficeis da vida” está aqui.)

Fonte: Apologia

12 livros para a formação pessoal do gestor escolar

A Revista Nova Escola desta semana dá uma lista de sugestão de leitura com  12 títulos que contribuirá para a formação pessoal e profissional do gestor escolar e também para a qualificação do professor.

São livros que tratam da nossa história, das desigualdes sociais, econômicas etc. Atentar para nossas raízes, costumes, valores que formam nossa plural identidade nacional, é, sobretudo, indispensável para lidarmos com a diversidade que nos deparamos a cada dia.

1. Raízes do Brasil: Fundador da moderna História do Brasil, esse livro de Sérgio Buarque de Holanda aborda aspectos da vida social, política e econômica para explicar as origens da identidade brasileira. Fundamental para entender traços da personalidade nacional como a dificuldade que temos de separar o espaço público do privado, habilidade imprescindível para o gestor escolar.
2. Casa Grande & Senzala: Mesmo após setenta anos da sua publicação esse texto histórico com linguagem literária do sociólogo Gilberto Freyre permanece um clássico da historiografia brasileira. Abordando os antagonismos de classe que estão na fundação das desigualdades da nossa sociedade, o autor ajuda a entender os conflitos que ainda hoje se reproduzem nas escolas brasileiras.

3. Formação Econômica do Brasil: Mistura de relato histórico com análise econômica, o livro de Celso Furtado abrange desde a ocupação do território brasileiro no período colonial - passando pelos ciclos da madeira, do ouro, do açúcar, da pecuária e do café - até a industrialização, já no século XX. São 500 anos da vida econômica brasileira vistos sob um olhar humano que aborda também a evolução da força do trabalho, da escravidão ao assalariado, e desnuda o desafios que ainda hoje persistem.

4. O que faz o Brasil, Brasil?: Ao analisar os grandes acontecimentos da vida cultural brasileira como o Carnaval, as festas religiosas, o futebol e a política, Roberto DaMatta tenta responder a pergunta que dá título a esse clássico. As descobertas são variadas como o já popularmente consagrado "jeitinho brasileiro", cientificamente explicado por DaMatta.
5. História Concisa do Brasil: O livro de Boris Fausto é, talvez, um dos mais bem sucedidos para o desafio que se propõe: resumir toda a história do país em uma única obra. Com linguagem acessível, é um excelente título de entrada para os estudos.
6. O Povo Brasileiro: Entender os motivos do fracasso do projeto social brasileiro, que gerou uma estrutura profundamente desigual em um país repleto de riquezas naturais e culturais é a proposta desse livro do sociólogo e educador Darcy Ribeiro.

7. Vigiar e Punir: O filósofo e sociólogo francês Michel Foucault estuda nessa obra a evolução da legislação penal e dos métodos de punição desenvolvidos pela humanidade ao longo da história. Essencial para compreender as origens de mecanismos punitivos ainda hoje presentes nos sistemas educacionais.
8. Ética a Nicômaco: Os ensaios do filósofo grego Aristóteles debatem a própria origem do conceito de ética e seu entrelaçamento com a vida humana no cotidiano. Dedicada ao seu filho, Nicômaco, a obra tem imenso valor pedagógico para o gestor que pretende ter um relacionamento melhor com seus pares e alunos.
9. A Era dos Extremos - O Breve Século XX: O veterano historiador Eric Hobsbawn conta nesse livro a história do século mais conturbado da humanidade, misturando fatos históricos ao seu próprio depoimento de testemunha ocular. A obra é fundamental para entender as origens dos conflitos e avanços que nos conduziram até o século XXI.
10. Desenvolvimento como liberdade: O livro do economista indiano Amartya Sen, vencedor do Nobel em 1999, promove uma verdadeira revolução no conceito de liberdade e coloca em cheque o desenvolvimento econômico que não gera acesso à Educação, Saúde e outros direitos básicos do homem.
11. Uma História da Leitura: Contando a história da paixão pela leitura ao longo da história, o ensaísta italiano Alberto Manguel dá pistas de como estimular esse saudabilíssimo hábito nas crianças.
12. O Valor de Educar: Aposentando por um momento o debate sobre drogas, a violência e a intolerância que assolam as escolas, Fernando Savater retoma nesse livro os valores essenciais que estão por traz da tarefa de educar.






Reflexão:


Conselhos Sobre Educação - Ellen G. White
  "Ensinar quer dizer muito mais do que muitos supõem. Requer grande habilidade o fazer a verdade compreendida. Por isto todo professor se deve esforçar para possuir crescente conhecimento da verdade espiritual, mas não o pode obter enquanto se divorcie da Palavra de Deus. Caso ele queira ter suas faculdades e aptidões em diário progresso, precisa estudar; cumpre-lhe comer e digerir a Palavra, e trabalhar à maneira de Cristo. A alma nutrida pelo pão da vida, terá toda faculdade revigorada pelo Espírito de Deus. Esta é a comida que permanece para a vida eterna".
 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010


V COLÓQUIO EMPIRISMO, FENOMENOLOGIA E GRAMÁTICA

– 14 a 16 de dezembro de 2010 –


Auditório do CRH, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (UFBA)








 PROGRAMAÇÃO
Terça-feira, dia 14
(10:00) Apresentação do Colóquio, por João Carlos Salles
(10:15) Conferência de abertura: José Carlos Estevão, “Conhecimento do indivíduo e experiência em Guilherme de Ockham”
(12:00) Intervalo
(14:00) “Deus e a Matemática: Sobre Ciência e Verdade em Berkeley”, por Cláudia Bacelar Batista
(14:30) “Percepção e Educação dos Sentidos em Bergson”, por Geovana da Paz Monteiro
(15:00) “Conceitos Psicológicos e Certeza”, por Wagner Teles
(15:30) “Entre o Normativo e o Descritivo: a gramática do conceito de saber no Da Certeza”, por Valério Hillesheim
(16:00) “Figuração e Objetos Simples”, por Thiago Andrade Ferreira Dória
(16:30)”O Quadrado e o Poliedro”, por Eduardo Novaes Rios Ribeiro

Quarta-feira, dia 15
(08:00) “O Fenômeno Trágico em David Hume”, por Carlos Roberto Alves Lima
(08:30) “Empirismo e Abstração no Tratado da Natureza Humana”, por Gustavo Oliveira Fernandes Melo
(09:00) “Prosperidade sem Virtude: a Economia de Adam Smith”, por Pedro de Souza Rodrigues Neto
(09:30) “A teoria pictórica e a forma de afiguração”, por Murilo Garcia de Matos Amaral
(10:00) Conferência: André Leclerc, “Conhecimento do Significado e Compreensão de Enunciações”
(12:00) Intervalo
(14:00) Defesa da Dissertação “Comunidade Moral em David Hume”, de Cainan Freitas de Jesus

Quinta-feira, dia 16
(08:00) “Modos de Apresentação e Referência”, por Igor Lucas Adorno Santos
(08:30) “Causalidade no Tractatus”, por Bruno da Mata
(09:00) “Um Disfarce para o pensamento”, por Manoel Pereira Lima Junior
(09:30) “Determinação pela constância no resultados de medições”, por Leonardo Bernardes
(10:00) Conferência: Abel Lassalle Casanave, “Notas para una filosofia da prática matemática”
(12:00) Intervalo
(14:00) Defesa da Dissertação “Nomeação no Tractatus”, de André de Jesus Nascimento

Sexta-feira, dia 17
(09:00) Palestra: Marcus do Rio Teixeira, “Linguagem e Sujeito em Lacan”
(10:30) Palestra: Cristiane Gottschalk, “Treinamento e Conhecimento em Wittgenstein”
(12:00) Intervalo
(14:00) Conferência de encerramento: Arley Ramos Moreno, “Epistemologia e terapia em Wittgenstein”
Inscrições e informações: De 07 a 14 de dezembro, na secretaria da FFCH-UFBA, tel. 3283.6431.

Fonte: FFCH

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Revolta da Chibata tem exposição on-line


Agência FAPESP – O Arquivo Público do Estado de São Paulo lançou uma exposição virtual sobre a Revolta da Chibata, que completou 100 anos em 2010.

A exposição para ser acessada pela internet contempla os principais momentos da Revolta, contexto histórico, motivos que levaram à deflagração do conflito e os desdobramentos do levante iniciado em 1910.



Exposição do Arquivo Público do Estado reúne ilustrações, artigos e notícias de jornais e de revistas da época, além de atividades pedagógicas (Arq. Estado)

O conflito, também conhecido como Revolta dos Marinheiros, foi um movimento de integrantes da marinha do Brasil que culminou com um motim que se desenrolou em novembro de 1910 na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, sob a liderança do marinheiro João Cândido Felisberto.

Maus-tratos, chibatadas, falta de qualidade na alimentação e a impossibilidade de formação de carreira provocaram a insatisfação dos marujos que decidiram se rebelar.

A exposição é dividida em nove salas que resgatam aspectos da história. Cada parte traz subtemas relacionados aos ideais republicanos, aos dias da Revolta na cidade do Rio de Janeiro, à cobertura jornalística e sua influência e ao desfecho do movimento, entre outros aspectos.

Entre os personagens centrais da Revolta da Chibata o destaque é o marinheiro João Cândido, líder do movimento.

Foram disponibilizados cerca de 230 ilustrações da imprensa da época, artigos e notícias de jornais e revistas. Além da exposição, o site traz propostas de atividades pedagógicas – com sugestões de exercícios por eixo temático – para serem trabalhadas em aulas de história, além de uma seleção de fontes para pesquisa.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Técnica: Hitler era cristão, mas jamais um ateu

Essa técnica visa tentar transformar Hitler em cristão a todo custo.
O objetivo, claro, é tentar dissociar ao máximo a imagem de Hitler do ateísmo, e associá-o ao cristianismo.
É a idéia de matar dois coelhos com uma cajadada só: ao mesmo tempo em que se lava as mãos, se joga a sujeira para cima do oponente.
O problema é que embora não se saiba se Hitler era exatamente ateu, com certeza não era cristão, como será mostrado aqui.
Mas claramente podemos demonstrar que Hitler era humanista, daqueles que usam todo o core da filosofia da mentalidade revolucionária.
Relembremos os cinco pontos que qualificam alguém como adepto da mentalidade revolucionária:
  • (1) Crença na idéia de que o homem pode e irá criar um mundo perfeito, isento de males
  • (2) Sensação de que se pertence ao grupo que irá consolidar este mundo perfeito
  • (3) Noção de que, ao se lutar por esse ideal, todos os atos estão a priori justificados
  • (4) Criação de campanha de rejeição social e fomentação de ódio contra um grupo, a ser selecionado como bode expiatório, grupo este que será divulgado como o “inimigo” deste novo mundo (para Dawkins, são os religiosos, para Hitler, eram os judeus, para Marx, eram os burgueses, para a Al Qaeda, são os norte-americanos)
  • (5) Ambições de dimensões globais em torno desse ideal
Todos os cinco itens acima são oposições ferrenhas a todos os princípios cristãos. Mas são adesão absoluta à todo paradigma do projeto Iluminista, que justamente criou tal tipo de mentalidade.
O paradigma do projeto Iluminista era inerentemente anti-religioso, com uma série de ateus radicais.
Isso não dá uma prova de que Hitler era ateu, mas sim de que Hitler estava alinhado com um paradigma da mentalidade revolucionária, de característica ateísta radical (estilo Dawkins) OU anti-religiosa, neste caso sem precisar ser necessariamente ateísta.
Mesmo assim, o conjunto de estratagemas neo ateus para tentar metamorfosear Hitler em cristão possui uma série de variantes.
Vejamos as principais delas, com as devidas refutações:
(1) A Igreja Católica assinou uma concordata com o Reich alemão em 1933
Realmente é um fato que a Igreja Católica assinou tal concordata, mas os neo ateus geralmente omitem os principais pontos do acordo, que visava obter o direito à liberdade de religião católica romana, a permissão de que a religião católica pudesse ser ensinada em determinadas escolas, com a possibilidade de contratação de professores específicos para este fim, e proibição de que clérigos fossem membros ativos de partidos políticos. A assinatura da concordata não comprova nenhum apoio ao Holocausto ou às iniciativas nazistas, visando simplesmente tentar proteger cidadãos e clérigos católicos. Também, naturalmente, não comprova que Hitler era cristão.
(2) Há fotos de Hitler saindo de Igrejas
Sim, e há fotos de Obama também fazendo o mesmo, ainda que este lute contra a religião frequentemente. O ato de um político adentrar a uma igreja ou qualquer recinto não o transforma automaticamente em portador do atributo relacionado ao recinto. Se um político visitar a associação de agro-negócio, isso não o torna automaticamente um produtor rural. Portanto, qualquer foto de Hitler saindo de uma Igreja não é uma evidência de que ele era cristão.
(3) Hitler foi batizado como católico
Decerto que várias pessoas foram batizadas como católicos. O problema para a tese neo ateísta (“Hitler era cristão ha ha ha”) é que Hitler disse em 1941 o seguinte: “O pior golpe que já atingiu a humanidade foi a chegada do cristianismo. O bolchevismo é o filho ilegítimo do cristianismo. Ambos são invenções dos judeus. A mentira deliberada na forma de religião foi introduzida no mundo pelo cristianismo [...]“. Que tipo de cristianismo será esse que é anti-cristão? Detalhes… Enfim, esse argumento neo ateísta só seria válido se todo aquele que fosse batizado como católico jamais pudesse deixar de sê-lo. O que, como sabemos, é falso.
(4) Há inscrições “Gott Mitt Uns” usadas pelo exército alemão
Só que tal frase nada mais era que um grito de guerra inspirado nos dizeres Nobiscum deus, do Império Romano, que, como todos sabem, não era nem de longe de orientação cristã. Pelo contrário, era uma orientação paganista.
(5) Há fotos de padres alemães junto de soldados alemães
Claro, assim como há hoje em dia o apoio do “cristão” Edir Macedo ao governo da anti-cristã Dilma. Isso é natural no jogo do poder, e não torna a Dilma cristã. Nem o Obama é transformado em cristão por se unir a alguns líderes cristãos. Como exemplo, alguns bispos apóiam o MST, movimento terrorista da esquerda. Obviamente, bispos que envergonham o cristianismo. O que também não torna o MST cristão. O fato de alguns padres alemães estarem em fotos com alguns oficiais alemães não transforma nem esses oficiais alemães em cristãos, como muito menos o faz em relação a Hitler.
(6) A Concordata citada anteriormente foi o que colocou Hitler no poder, pois foi por sua causa que o partido Zentrum, católico, colocou Hitler no poder, e isso configura o apoio da Igreja a Hitler
Este sub-item geralmente é composto de uma sucessão absurda de mentiras. Elas são tantas que é preciso citá-las em bullets. Vamos abaixo:
  • Neo ateus dizem que Hitler, em 1933, pediu que seus capangas ateassem fogo no Reichstag para colocar a culpa nos comunistas: Mentira! Até hoje não há evidências de que o incêndio foi provocado pelos próprios nazistas. Essa mentira é contada para tentar inventar a idéia de que não existia motivos para a sensação de estado de sítio na Alemanha.
  • O Partido Zentrum, católico, colocou Hitler no poder, ao votar a favor do Ermächtigungsgesetz (Lei de habilitação de grandes poderes), que seria justificável pelo estado de sítio. Esse foi o princípio da ascensão do nazismo: A única verdade é que tal ato realmente propiciou a ascensão do nazismo. Mas não é verdade que o “Zentrum colocou Hitler no poder”. Na verdade, todos os partidos não-comunistas votaram a favor do Ermächtigungsgeset.
  • Para que o partido Zentrum colocasse Hitler no poder, foi assinada a Concordata: Na verdade é mais uma mentira. Como Hitler jamais tinha desejado respeitar os direitos católicos ou religiosos na Alemanha, a Concordata foi a única forma encontrada para que os religiosos católicos não sofressem o mesmo que os judeus sofreram. Mesmo assim, Hitler violou a concordata em 30 de Julho do mesmo ano, dissolvendo logo em seguida a Liga da Juventude Católica. Aliás, a Igreja Católica ficou particularmente ofendida com os atos cometidos contra os judeus pois na doutrina cristã (e também na judaica) “perante Deus todos são iguais independente de raça”. No campo de concentração de Dachau, 2.600 clérigos católicos foram presos. Deles, 2000 foram mortos.
  • O Papa Pio XI foi conivente com todos os atos de Hitler, por causa da concordata: Essa mentira é refutada principalmente pela publicação da encíclica Mit brennender Sorge, de 1937, pelo Papa Pio XI, que “condenava o neopaganismo da ideologia nazista especialmente sua teoria da superioridade racial (…)“. A encíclica foi inclusive impressa em segredo, para evitar apreensão por parte da Gestapo, sendo distribuída a bispos, padres e clérigos em geral e lida em todos os templos da Alemanha no dia 21 de março de 1937 ao mesmo tempo, o que provocou violenta reação da Gestapo, aumentando a perseguição sobre católicos. A encíclica de Pio XI foi o primeiro documento oficial de protesto contra o nazismo feito por qualquer organização importante.
Todos os 6 itens acima (em especial o último, no qual eles meteram definitivamente o pé na jaca) mostram que as tentativas de associar Hitler ao cristianismo são patéticas e fraudulentas do início ao fim.
Não só Hitler não era cristão, como seguia uma ideologia em COMPLETA OPOSIÇÃO a tudo que o cristianismo pregava.
Da mesma forma não dá para afirmar com certeza que Hitler era ateu, mas quanto a ele ter sido usuário de uma ideologia da mentalidade revolucionária, isso podemos afirmar com certeza.
Em relação a isso, Hitler torna-se ideologicamente idêntico aos ateus extremistas (o que não significa todos os ateus), mas também similar aos marxistas, e aos ideólogos da civilização global.
Quando neo ateus usam esse estratagema, deve ser mostrado, com a refutação aos 6 truques deles (pois eles os cometem em sequência, de forma cumulativa), que Hitler agia exatamente igual aos neo ateus agem.
O próprio neo ateísmo é similar ao anti-semitismo. A diferença é que o anti-semitismo era focado em discriminação contra os judeus. O neo ateísmo e o humanismo secular são focados em discriminação contra todos os religiosos.
Mais um motivo para tirar toda a moral de qualquer neo ateu em tentar empurrar Hitler para os cristãos.
É evidente que Hitler foi alguém da turma deles. Assim como foram Marx, Stálin, Lênin…

Fonte: Darwinismo

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Arqueólogo Adventista é entrevistado no Programa do Jô

O Dr. Rodrigo Pereira da Silva, arqueólogo ligado à Igreja Adventista do Sétimo Dia, concedeu ontem (29/11/2010) uma entrevista no programa do Jô.
Na oportunidade, vários objetos do primeiro século foram exibidos e o contexto histórico foi discutido com erudição irretocável.

Para assistir clique aqui.

Rodrigo Silva é autor do livro "Escavando a verdade" e apresentador do programa "Evidências", transmitido pela TV Novo Tempo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mesa Redonda: Tráfico, escravidão e liberdade no Atlântico Negro (1822-1853)

Alufá Rufino: Tráfico, escravidão e liberdade no Atlântico Negro (c. 1822-c. 1853)
Mesa redonda discute as aventuras de um ex-escravo africano envolvido no tráfico negreiro. Mais do que uma biografia convencional, a trajetória de Rufino serve como guia para uma história social do tráfico e da escravidão no mundo atlântico em meados do século XIX. 
Com a participação dos professores:
- João José Reis (UFBA)
- Flávio dos Santos Gomes (UFRJ)
- Marcus J. M. de Carvalho (UFPE). 

Local: Auditório Milton Santos (3283-5506). 
Sexta-feira, às 15h. Dia 3 de dezembro.

Fonte: CEAO

domingo, 28 de novembro de 2010

Sede do Geopark Araripe será inaugurada em dezembro




Projeto do Geopark poderá contemplar novas áreas de pesquisa, a fim de ampliar seu acervo na região do Cariri
O momento é de expectativa em relação à avaliação do projeto Geopark Araripe. A amplitude dos debates e maior divulgação aconteceu durante a 1ª Conferência Latino-Americana e Caribenha de Geoparks [realizada entre 17 e 19 de novembro, no Ceará].

Nos próximos 20 dias, será inaugurada na região, com a provável presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a sede administrativa do Geopark Araripe, em Crato. Foram investidos no projeto, por meio do Ministério da Integração Nacional (MIN), cerca de R$ 800 mil em edificação, equipamentos e também transporte.

No último dia dos debates, ontem, foi ressaltada a importância de incorporar aos trabalhos áreas como a arqueologia da região, que hoje conta com um rico acervo em alguns municípios, onde já foram registrados importantes achados rupestres.

A Conferência de Geoparks, segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado (Secitece), René Barreira, foi um passo importante no direcionamento futuro da criação de uma rede de geoparks no Brasil. Para isso, está acontecendo uma movimentação em nível ministerial.

Segundo o coordenador executivo do Geopark Araripe, Patrício Melo, um conjunto de ações foram planejadas de modo regular e emergencial para esse momento, mas sempre pautado numa avaliação para que fossem cumpridas metas que estavam planejadas até o ano de 2010.

Este ano, o projeto, que tem administração direta da Universidade Regional do Cariri (Urca), teve uma verba de manutenção de cerca de R$ 390 mil. "Isso significa que em outros aspectos fomos contemplados, no sentido de garantir que eventos com essa importância fossem realizados", diz ele.


Inventário

Patrício Melo destaca a importância do inventário que foi realizado nas áreas dos dez geossítios, em seis Municípios da região, e que agora estará sendo atualizado. A proposta de infraestrutura das áreas para visitação está em andamento, e os passos futuros são dar condições melhores aos geossítios para receber os visitantes. Ele ressalta o sentido diferenciado numa área em que as próprias comunidades devem ser os protagonistas do processo, por meio da promoção de um desenvolvimento sustentado nessas áreas e com promoção humana.

De acordo com o coordenador, a resposta tem sido positiva em relação a todos os procedimentos que foram avaliados até o momento. Os apoios dos governos do Estado e Federal e da própria Urca foram essenciais, conforme ele, dentro desse processo. "Agora teremos a possibilidade de planejar a médio e longo prazos. É um momento em que podemos respirar, porque esse processo de desenvolvimento de um geopark é difícil".

Patrício Melo ressalta, dentro dessa condição, todas as desigualdades ainda existentes na região, ao considerar populações urbanas e rurais dentro de um processo diferenciado e Municípios com um nível maior de complexidade, em termos de serviços públicos.

O professor Álamo Feitosa Saraiva, do Comitê Científico do Geopark, afirma que esse é um momento de readequação e até de ampliação da unidade no Cariri, no sentido de possibilitar a inserção de áreas importantes da região, que ficaram de fora desse primeiro momento. Ele exemplifica áreas como a espeleologia, com as grutas do Município de Araripe, e as inscrições rupestres encontradas em vários municípios da região, como em Araripe.

"Estamos devendo à arqueologia. O nosso potencial é muito grande", diz ele, ao ressaltar a importância de se produzir um inventário dessas áreas.

No trabalho de escavação paleontológica, ele afirma que novos investimentos têm sido voltados para a pesquisa. Recentemente foram aprovados projetos do Instituto de Arqueologia e Paleontologia e Ambiente do Semi-Árido (Inapas), no valor de R$ 197 mil, e do CNPq, de R$ 126 mil, este específico para pesquisas específicas das formações Crato e Romualdo.
(Diário do Nordeste, 20/11)

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NOTA: Entre os dias 10 e 12 de novembro tive a oportunidade de ouvir os pesquisadores do Geoscience Resaearch Institute (GRI), e dentre eles, o Dr. Roberto Biaggi, geólogo Adventista que estuda a região do Araripe. Na ocasião ele falou sobre o grande potencial arqueológico do local e sobre a conservação das camadas e estruturas que apontam para uma catástrofe que provocou o rápido soterramento dos fósseis alí encontrados. Esses dados apontam para a validade do modelo criacionista de um dilúvio universal.
PARAGUAI, 12 de novembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Apesar da forte pressão por parte de organizações internacionais e dos meios de comunicação da nação, a Câmara dos Deputados do Paraguai se recusou a ratificar a “Convenção Ibero-Americana sobre os Direitos dos Jovens”, um documento que concede uma incrível variedade de polêmicos “direitos” para qualquer um que esteja na faixa etária dos 15 aos 24 anos.
A Convenção impõe educação sexual “em todos os níveis educacionais” (artigo 23), a qual ensinará a “aceitação e identidade pessoal plena dos jovens”. Ela proíbe “discriminação” contra os adolescentes por quaisquer motivos, inclusive “orientação sexual”, “opinião”, “lugar de vivência” ou “qualquer outra condição ou circunstância pessoal ou social da pessoa jovem”.
O documento potencialmente abaixa a idade de consentimento sexual para 15 anos ao ditar que “os jovens têm o direito de escolher livremente um parceiro, de formar vida em comum e de constituir um casamento na base da igualdade entre seus membros” no artigo 20. Adolescentes com a idade de 15 anos terão também o direito de escolher sua própria religião e votar, de acordo com os artigos 17 e 21.
Entre outras cláusulas polêmicas e incomuns da Convenção está a afirmação de que todos os jovens têm o direito a “uma identidade individual, consistindo na construção da própria personalidade”, o que inclui “características de sexo”, “filiação” e “orientação sexual”. Ela também dá as responsabilidades de supervisão a uma organização supranacional, a “Organização Ibero-Americana de Jovens” (OIJ).
Depois que a Federação das Associações pela Vida e Família (FEDAFIVA) fez objeções contra o documento, a Câmara dos Deputados rejeitou o documento por 50 votos, de acordo com a agência noticiosa Ultima Hora. Contudo, os meios de comunicação e o Poder Executivo do Paraguai continuam fazendo pressões para que se chegue à ratificação.
A Convenção já foi ratificada por sete países: República Dominicana, Equador, Costa Rica, Honduras, Espanha, Uruguai e Bolívia. Foi assinada, mas não ratificada, por Cuba, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal e Venezuela.
Para ler o texto da Convenção:

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Nota: Em nome de uma suposta liberdade os valores morais e a família estão sofrendo uma erosão irreparável. Cada geração abre uma janela de permissividade e tolerância para com o mal e, em resultado disso as gerações posteriores vivem padrões de moralidade cada vez mais baixos. Liberdade que não reconhece limites se degenera inevitavelmente em libertinagem e tirania.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O Perigo da História Única

Em apenas 18 minutos a escritora nigeriana Chimamanda Adichie nos ensina valiosas lições sobre o valor da pluralidade de conhecimento e a necessidade de abandonarmos os discursos simplificadores que subtraem a voz do outro e propagam a intolerancia e o preconceito. Vale a pena assistir!

 Para habilitar a legenda, clique em "View Subtitles" e escolha a opção "Portugues (Brazil)".


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